PRÊMIO ANUAL DE QUALIDADE

PRÊMIO ANUAL DE QUALIDADE
PRÊMIO ANUAL DE QUALIDADE DA SME 2012 E 2013. "Com talentos individuais ganhamos partidas, com trabalho de equipe ganhamos campeonatos!" Parabéns Equipe Sergio Arouca!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

TEXTO SOBRE MORDIDAS NA INFÂNCIA

O texto abaixo foi trabalhado com os responsáveis na reunião do dia 10 de agosto, sábado.  
Trabalhar em parceria com os responsáveis é um dos nossos objetivos! 
Juntos, podemos fazer o melhor pela educação de nossas crianças e bebês!


CRECHE MUNICIPAL DR. SÉRGIO AROUCA –  REUNIÃO DE RESPONSÁVEIS  10/08/2013
ORIENTAÇÃO  AOS  PAIS  SOBRE:   MORDIDAS  NA   INFÂNCIA
Mordidas costumam acontecer entre 1 e 2 anos de idade. Nesta idade a criança está aprendendo a conquistar e dividir seu espaço. A criança que morde não faz isso para machucar, e muitas vezes ela fica tão assustada quanto a criança que foi mordida.  Isso não quer dizer que seja aceitável que a criança saia por aí distribuindo dentadas. É claro que este comportamento deve ser desestimulado!
Morder pode ser a forma de uma criança demonstrar insatisfação enquanto não sabe demonstrar suas emoções. Em alguns casos, como nos bebês, morder pode trazer uma sensação de alívio ou prazer se estiver algum dente nascendo ou incomodando (às vezes a criança fica tão aflita que morde tudo que vê pela frente: o berço, a chupeta, os brinquedos e as bochechas dos colegas). Os pais devem ficar atentos para que a mordida não se torne hábito, principalmente se ela já estiver maiorzinha, neste caso morder pode ser um sinal de problemas de relacionamento, ciúme, pais se separando, mudança de casa, baixo nível de tolerância etc.
COMO LIDAR COM AS MORDIDAS EM CASA?  Às vezes a família brinca com a criança usando a boca, dando pequenas mordidas e fazendo barulhos. Estas atitudes podem confundir a criança, que faz o mesmo com os colegas e pode machucar, já que ainda não domina a força da mandíbula. As famílias devem se conscientizar que essas brincadeiras apesar de trazerem sentimentos positivos podem causar agressividade na criança, que ainda não sabe distinguir o certo e o errado e que também não sabem controlar seus impulsos. Não bata no seu filho se ele morder um amigo, converse com ele sobre outras formas de conseguir o que deseja. Crianças que mordem começam a ser rejeitadas pelo grupo de amigos, por isso, corrija seu filho ao primeiro sinal de agressividade. O adulto precisa estar atento para identificar em que situações a criança apela para a mordida e fazer a intervenção para evitar que a mordida aconteça.
MORDIDAS E OUTRAS AGRESSÕES - A  criança deve ser estimulada a trocar o contato corporal pela argumentação verbal. É importante que a criança não se sinta premiada com o comportamento inadequado (isso vale para chutes, beliscões, tapas e arranhões). Estimule a criança a pedir desculpas, a usar as mãos para fazer carinhos e a boca para dar beijinhos. Com as crianças maiores de 2 anos, se perceber a necessidade de ameaçar com um medida punitiva, combine o que acontecerá se a mordida voltar a ser praticada. Lembre que a punição não deve ser física e que a criança não deve ser humilhada.
NA INSTITUIÇÃO - Na creche e nas escolas é uma situação constrangedora para todos os envolvidos. Os pais da criança mordedora sentem-se mal, ficam envergonhados, os pais da criança agredida ficam chateados com o machucado do filho e sentem-se culpados por deixarem a criança na creche. Já a instituição, por sua vez, tem a difícil tarefa de mediar as relações entre as crianças e seus familiares, a fim de amenizar os sentimentos negativos da situação, além de redobrar as atenções com aqueles que mordem. Se o seu filho for mordido, nunca o incentive a fazer o mesmo com outra criança. Mostre que o coleguinha não fez por mal e sugira que ele brinque com outras crianças até que essa fase passe. Aos poucos, a criança vai apreendendo esses conceitos e descobrindo outras formas de sentir prazer, adaptando-se ao ambiente e se socializando, melhorando a convivência em grupo.
(Texto da Psicóloga  Beth Salomão) 

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